Vinho Arpepe, distribuído pela Decanter, é destaque de Jorge Lucki na CBN; conheça tudo sobre a vinícola

13.09.2017

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O vinho ArPePe, distribuído no Brasil pela Decanter, ganhou o destaque do especialista e crítico de vinhos Jorge Lucki em sua coluna Momento do Brinde na Rádio CBN como um dos grandes nebbiolos da Itália. Ouça o comentário de Jorge Lucki no link: http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/116341/produtores-de-nebbiolo-e-distribuidores-no-brasil.htm.

Abaixo, saiba tudo sobre a vinícola:

 

 

ARPEPE, a máxima expressão da Valtellina!

 

Vinícola familiar com mais de 150 anos que ainda conserva valores tradicionais da enologia, situada na província de Sondrio, na Valtellina, sub-região que fica a norte da Lombardia.

 

Suas instalações modernas são na prática um templo de culto à história da região, uma ponte que liga a Valtellina de séculos atrás à de hoje. Seus vinhos são o maior exemplo de que os grandes vinhos têm alma e podem contar a história de um povo (se o enólogo não o calar, algo que jamais seria feito pela ArPePe!).

 

Valtellina é um vale alpino da parte setentrional da Lombardia, onde fica a Província de Sondrio. O vale é protegido de norte a leste pelos Alpes Réticos que chegam a quatro mil metros. Ao sul os Alpes Orobie, com altitudes menores, formam uma espécie de anfiteatro cuja relativa proximidade com o Lago de Como funciona como regulador térmico.

 

Para ter a ideia exata da importância desta pequena região no contexto do vinho italiano, basta citar que das cinco D.O.C.G.s existentes na Lombardia, duas pertencem à Valtellina: Valtellina Superiore e Sforzato di Valtellina. Um reduto da casta Nebbiolo, que ali é chamada de Chiavennasca, plantadas em terraços esculpidos nas montanhas onde dificilmente se plantaria outra coisa devido ao relevo que impossibilita o manuseio do solo cuja origem é a glaciação würmiana (último período glacial) composto basicamente por marga calcária, areia e granito.

 

É hoje a maior zona terraçada da Itália e a quarta maior do mundo. Possui 1.200 hectares de vinhedos em terraços (destes, 1080 hectares possuem inclinação superior a 30%), 2.500 km de muros feitos de pedra que dão sustentação aos vinhedos, que já eram feitos antes da colonização romana, mas foi por volta de 1237 que esta prática foi retomada. Na ocasião, dois monastérios que existiam na região (São Remigio e Santa Perpetua) uniram suas atividades e assim somaram 2,5 hectares. Foi o início da lenta e laboriosa formação dos terraços que foi se consolidando ao longo dos séculos XVIII e XIX.

 

 

Os primeiros registros da existência de vinhedos ali datam de 837, quando um documento encontrado tratava do escambo entre alimento e o vinho.

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